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Conceitos e Definições Básicas

1. - DEFINIÇÕES
1.1. - Acidente do trabalho
É todo aquele que se verifica pelo exercício do trabalho, provocando direta ou indiretamente lesão corporal, perturbação funcional, ou doença que determine a morte, a perda total ou parcial, permanente ou temporária, da capacidade para o trabalho.
1.2. - ACIDENTES SEM PERDA DE TEMPO
Desde que não haja lesão permanente é aquele em que o acidentado, recebendo tratamento de Pronto Socorro, não fica impossibilitado, na opinião do médico, de reassumir no mesmo dia a sua ocupação habitual dentro do horário normal de trabalho, ou no dia imediato ao do acidente, no horário regulamentar.
Os acidentes sem perda de tempo podem ser, ainda, casos de simples assistência médica
1.3. - INCAPACIDADE TEMPORÁRIA
Consiste na perda total de capacidade para o trabalho, por um período limitado de tempo, nunca superior a 1 ano, impossibilitando o acidentado, na opinião do médico, de voltar a sua ocupação habitual no dia imediato ao do acidente, dentro do horário regulamentar.
Permanecendo o acidentado afastado de sua ocupação habitual por mais de um ano, a incapacidade temporária será automaticamente considerada permanente, parcial ou total.
1.4. - INCAPACIDADE PERMANENTE
É a redução, em caráter permanente, parcial ou total, da capacidade para o trabalho.Por exemplo:
Incapacidade parcial e permanente: perda de qualquer membro ou parte do mesmo. Incapacidade total ou permanente: perda anatômica ou incapacidade funcional, em suas partes essenciais (mão ou pé), de mais de um membro; perda da visão de um olho e redução simultânea de mais da metade da visão do outro; lesões orgânicas ou perturbações funcionais graves ou permanentes de qualquer órgão vital. Ou quaisquer estados patológicos reputados incuráveis que determinem idêntica incapacidade para o trabalho.
1.5. - Empregado
É toda pessoa física que presta serviço de natureza não eventual ao empregador sob a dependência deste e mediante remuneração.
1.6. - Número médio de empregados
Número médio de empregados de um estabelecimento, em um determinado intervalo de tempo (dia, mês ou ano) é a relação entre o total de horas trabalhadas por todos os empregados nesse intervalo de tempo e a duração normal do trabalho no mesmo intervalo, na base de 8 horas por dia, 25 dias ou 200 horas por mês, e 300 dias ou 2.400 horas por ano.
1.7. - Horas/Homens Trabalhadas
Definição
É o número que exprime a soma de todas as horas efetivamente trabalhadas por todos os empregados do estabelecimento, inclusive do escritório, da administração, de vendas ou de outras funções; são horas em que os empregados estão sujeitos a se acidentarem no trabalho.
No número de horas/homens trabalhadas devem ser incluídas as horas extras e excluídas as horas remuneradas não trabalhadas, tais como as decorrentes de faltas abonadas, licenças, férias, enfermidades e descanso remunerado.
O número de horas/homens trabalhadas referir-se-á à totalidade dos empregados da empresa, devendo-se em caso diferente, mencionar a seção ou ao departamento a que se referir.
Para o empregado cujas horas efetivamente trabalhadas sejam de difícil determinação, serão consideradas 8 horas por dia de trabalho.
2. - DIAS PERDIDOS
1. - É o total de dias em que o acidentado fica incapacitado para o trabalho em conseqüência de acidente com incapacidade temporária.
2. - Os dias perdidos são dias corridos, contados do dia imediato ao dia do acidente até o dia da alta médica. Portanto, na contagem dos dias perdidos se incluem os domingos, os feriados ou qualquer outro dia em que não haja trabalho na empresa.
3. - Conta-se também qualquer outro dia completo de incapacidade ocorrido depois do retorno ao trabalho em que seja em conseqüencia do mesmo acidente.
4. - Contar-se-ão os dias de afastamento do acidentado, cujo acidente fora considerado inicialmente sem afastamento e que, por justa razão, passar a ser incluído entre os acidentes com afastamento.
5. - No caso do item anterior, a contagem dos dias perdidos será iniciada no dia da comunicação do agravamento da lesão.
6. - Dias perdidos transportados são os dias perdidos durante o mês por acidentado do mês anterior (ou dos anteriores).
7. - Dias debitados por redução da capacidade ou morte é o número de dias que convencionalmente se atribui aos casos de acidentes de que resulte, incapacidade permanente total ou incapacidade permanente parcial, representando a perda total ou a redução da capacidade para o trabalho, conforme a tabela anexa à Portaria 32.
3. - TABELA DE AVALIAÇÃO CONVENCIONAL DA REDU- ÇÃO PERMANENTE DA CAPACIDADE PARA O TRABALHO
É destinada a exprimir, convencionalmente, em dias, a redução permanente, parcial ou total, da capacidade de trabalho, ou morte, por efeito de acidente, tomando por base a sobrevida média do trabalhador acidentado, estimada em 20 anos ou 6.000 dias.
4. - DIAS COMPUTADOS
1. - Dias computados para cada acidentado - é o número de dias atribuídos a cada acidentado, num só acidente, conforme :
a) Acidente com incapacidade temporária - os dias computados correspondem aos dias perdidos
b) Acidente com incapacidade permanente parcial - os dias computados correspondem a som dos dias debitados por redução de capacidade, até o limite de 4.500 dias.
c) Acidentes com incapacidade permanente total - os dias computados correspondem a 6.000 dias (dias debitados).
d) Acidentes com morte - os dias computados correspondem a 6.000 dias (dias debitados).
2. - Dias computados por acidente - É o número que exprime a soma dos dias computados de cada acidentado no mesmo acidente.
3. - Dias computados no mês - É o total de dias perdidos, dias debitados e dias transportados durante o mês considerado.
4. - Dias computados acumulados - É a soma dos dias computados a contar desde 1º de janeiro. Assim, os dias computados acumulados em fevereiro correspondem à soma dos dias computados em janeiro com os de fevereiro; quando em março, correspondem à soma dos dias computados em janeiro, fevereiro e março.
5 - ESTATÍSTICA
1 - Estatística Mensal - Como o nome indica, é a estatística elaborada durante um mês com a finalidade de obter dados comparativos que permitam confronto com as estatísticas de outros locais semelhantes.
2 - Estatística Anual - Tem a mesma finalidade da estatística mensal, mas abrange dados de todos os meses do ano.
3 - Data de Encerramento da Estatística
a) O mês estatístico se encerra no último dia de cada mês
b) O ano estatístico se encerra no dia 31 de dezembro.
Informática na Segurança do Trabalho é a mesma de qualquer outra carreira relacionada à área técnica, serviços em engenharia em geral.
Lembre que o foco da segurança não é o computador, e sim o trabalhador. Não se transforme em mais um engenheiro ou técnico de planilha, de mesinha, ignorando que no pátio da sua empresa tem funcionário negligenciando as diretrizes de segurança.
O trabalho da segurança do trabalho é talvez, dentre as engenharias, a de maior serviço de campo, pois lá que você reconhecerá os problemas na área. Não guarda forte semelhança com um projeto civil, elétrico, hidráulico, porque estes você primeiro projeta, obviamente trazendo as informações de campo, e depois executa.
A Segurança requer um tempo muito maior de avaliação do ambiente, para posterior elaboração do plano de metas e objetivos e implantá-lo no campo, diferente também dos projetos em engenharia citados, pois estes somente serão modificados se houverem falhas ou modificações de layout. A Segurança não é uma atividade, ela faz parte de toda atividade, ela nunca encerrará seus serviços de campo.
Reconheça no seu computador a figura da velha máquina datilográfica, isso mesmo, o computador deve ser um mero criador de documentos para impressão, pois você deve se municiar de documentos em arquivo para sua própria proteção, e para treinamento e orientação dos funcionários.
Lembre-se que ninguém vai se sentar em um computador se sua empresa tiver um princípio de incêndio e você não possuir uma brigada de incêndio preparada. Muito menos procurarão no computador orientação para primeiros socorros de um funcionário acidentado.
Tiago
Engenheiro de Segurança do Trabalho
01. Calcular o CF de uma empresa no ano de 2009, sabendo-se que ocorreram 12 de acidentes com perda de tempo e que o total de HHT, nesse período, foi de 300.000.
CF = número de acidentes com perda x 1.000.000
número de HHT
CF = 12 x 1.000.000
300.000
CF = 40,00
Resposta: O resultado, feita a aproximação até a segunda casa decimal, indica que a empresa, durante o ano de 2009, ocorreu 40acidentes com perda de tempo para cada milhão de HHT.
________________________________________
02. Calcular o CG numa determinada indústria no ano de 2009, sabendo-se que o número de dias perdidos foi de 180 e o número de HHT nesse mesmo período foi de 200.000.
CG = número de dias perdidos x 1.000.000
número de HHT
CG = 180 x 1.000.000
200.00
CG = 900
Resposta: O número de dias perdidos nessa empresa, para aquele ano, foi de 900 para cada milhão de HHT.
________________________________________
03. Sabendo-se que em um ano uma empresa com 820.000 HHT registrou 13 acidentes com 90 dias de perda de trabalho e que num caso foram debitados 600 dias perdidos, calcular o CG.
CG = (número de dias perdidos + dias debitados) x 1.000.000
número de HHT
CG = (90 + 600) x 1.000.000
820.000
CG = 690.000.000
820.000
CG = 841,46
Resposta: O CG para tal empresa nesse ano foi de 842 dias para cada milhão de HHT.
________________________________________
04. Calcular, para uma empresa, o CF atualizado, relativo ao período de 1º de janeiro a 31 de março, sabendo-se que o número de acidentes registrados nesse período foi de 3 com perda de tempo e o total de HHT foi de 70.000.
CF = número de acidentes com afastamento desde 1º de janeiro até data x 1.000.000
número de HHT
CF = 3 x 1.000.000
70.000
CFA = 42,85
Resposta: O CF atualizado relativo a esse período foi de 43 dias para cada milhão de HHT.
________________________________________
05. Calcular o CF de uma empresa no ano de 2008, sabendo-se que o número de acidentes com perda de tempo (ACPT) ocorridos foi de 10 e o total de HHT nesse período foi de 280.000.
CF = ACPT x 10
HHT
CF = 10 x 1.000.000
280.000
CF = 35,71
Resposta: Durante o ano ocorreram cerca de 36 ACPT a cada milhão de HHT.
________________________________________
06. Calcular o CG de uma determinada indústria no ano de 2009, sabendo-se que o número de dias perdidos (DP) foi de 150 e o número de HHT, nesse período, foi de 300.000.
CG = DP x 10
HHT
CG = 150 x 1.000.000
300.000
CG = 1.500 = 500
3
Resposta: O número de dias perdidos nessa empresa, nesse ano, foi de 500 para cada milhão de HHT.
________________________________________
07. Sabe-se que, no ano de 2009, uma determinada empresa acusou um total de 940.000 HHT e registrou 16 acidentes de trabalho com 120 dias de perda de trabalho. Em um caso, foram debitados 1.800 dias perdidos (de acordo com a tabela). Calcule o CG para esse período.
CG = (número de dias perdidos + dias debitados) x 1.000.000
número de HHT
CG = (120 + 1.800) x 1.000.000
940.000
CG = 192.000
94
CG = 2.042.35
Resposta: O CG para tal empresa nesse ano foi de 2.043 dias para cada milhão de HHT.
________________________________________
Referencial Bibliográfico:
TAVARES, José da Cunha. Noções de prevenção e controle de perdas em segurança do trabalho. 3ª Ed. São Paulo: Editora SENAC São Paulo, 2004.
CF = número de acidentes com perda x 1.000.000
número de HHT
CF = 12 x 1.000.000
300.000
CF = 40,00
Resposta: O resultado, feita a aproximação até a segunda casa decimal, indica que a empresa, durante o ano de 2009, ocorreu 40acidentes com perda de tempo para cada milhão de HHT.
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02. Calcular o CG numa determinada indústria no ano de 2009, sabendo-se que o número de dias perdidos foi de 180 e o número de HHT nesse mesmo período foi de 200.000.
CG = número de dias perdidos x 1.000.000
número de HHT
CG = 180 x 1.000.000
200.00
CG = 900
Resposta: O número de dias perdidos nessa empresa, para aquele ano, foi de 900 para cada milhão de HHT.
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03. Sabendo-se que em um ano uma empresa com 820.000 HHT registrou 13 acidentes com 90 dias de perda de trabalho e que num caso foram debitados 600 dias perdidos, calcular o CG.
CG = (número de dias perdidos + dias debitados) x 1.000.000
número de HHT
CG = (90 + 600) x 1.000.000
820.000
CG = 690.000.000
820.000
CG = 841,46
Resposta: O CG para tal empresa nesse ano foi de 842 dias para cada milhão de HHT.
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04. Calcular, para uma empresa, o CF atualizado, relativo ao período de 1º de janeiro a 31 de março, sabendo-se que o número de acidentes registrados nesse período foi de 3 com perda de tempo e o total de HHT foi de 70.000.
CF = número de acidentes com afastamento desde 1º de janeiro até data x 1.000.000
número de HHT
CF = 3 x 1.000.000
70.000
CFA = 42,85
Resposta: O CF atualizado relativo a esse período foi de 43 dias para cada milhão de HHT.
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05. Calcular o CF de uma empresa no ano de 2008, sabendo-se que o número de acidentes com perda de tempo (ACPT) ocorridos foi de 10 e o total de HHT nesse período foi de 280.000.
CF = ACPT x 10
HHT
CF = 10 x 1.000.000
280.000
CF = 35,71
Resposta: Durante o ano ocorreram cerca de 36 ACPT a cada milhão de HHT.
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06. Calcular o CG de uma determinada indústria no ano de 2009, sabendo-se que o número de dias perdidos (DP) foi de 150 e o número de HHT, nesse período, foi de 300.000.
CG = DP x 10
HHT
CG = 150 x 1.000.000
300.000
CG = 1.500 = 500
3
Resposta: O número de dias perdidos nessa empresa, nesse ano, foi de 500 para cada milhão de HHT.
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07. Sabe-se que, no ano de 2009, uma determinada empresa acusou um total de 940.000 HHT e registrou 16 acidentes de trabalho com 120 dias de perda de trabalho. Em um caso, foram debitados 1.800 dias perdidos (de acordo com a tabela). Calcule o CG para esse período.
CG = (número de dias perdidos + dias debitados) x 1.000.000
número de HHT
CG = (120 + 1.800) x 1.000.000
940.000
CG = 192.000
94
CG = 2.042.35
Resposta: O CG para tal empresa nesse ano foi de 2.043 dias para cada milhão de HHT.
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Referencial Bibliográfico:
TAVARES, José da Cunha. Noções de prevenção e controle de perdas em segurança do trabalho. 3ª Ed. São Paulo: Editora SENAC São Paulo, 2004.
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